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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ótima sucinta Biografia de Van Gogh



"Quem nunca ouviu falar do pintor holandês que decepou a própria orelha? Van Gogh, como todos que estão a frente de seu tempo, foi um artista incompreendido."

Assim começa uma curta biografia sobre a vida de Van Gogh que você pode conferir aqui. O texto compila informações sobre vida do artista e conta a sua história fazendo ponderações sobre suas técnicas e estilos.

Ótimo texto de prazerosa leitura e cheio de curiosidades.



Confira alguns trechos:

  • "[...] Van Gogh era um rebelde, inclinado à solidão e insociável."
  • "[...] trabalhou como artista somente nos últimos dez anos de vida. Ou seja, dos 27 ao 37 anos. [...] os dez anos antes de sua morte foram prodígios: cerca de 900 pinturas e desenhos."
  • "[...] rápidas e pequenas pinceladas vigorosas e curvilíneas, o que fez com seus quadros também refletissem seu estado psicológico."
  • "[...] van Gogh sobrevivia de favores e mesadas [...]"
  • "Vendeu apenas um quadro em vida, e ainda dizia: 'Não posso evitar o fato de que meus quadros não sejam vendáveis. Mas virá o tempo em que as pessoas verão que eles valem mais que o preço da tinta' – e ele estava certo."
Saiba mais sobre a orelha cortada, assista vídeo e veja obras do grande pintor em http://julirossi.blogspot.com/2008/04/van-gogh.html

Bate Papo com Bruno Gagliasso


Após o término do espetáculo no Teatro Rubens Gil de Camillo em Campo Grande -MS, Bruno Gagliasso concedeu uma entrevista exclusiva a reportagem de O Estado e falou sobre seu interesse pela a história de Van Gogh e sua relação com a arte.


O Estado – Porque você se interessou e escolheu representar Van Gogh e não outro artista?
Bruno - O que me encantou nele desde quando conheci as primeiras obras foram o temperamento e sua forte relação com a arte. Identifico-me muito com ele, já que como Van Gogh eu nasci pra fazer arte, vivo dela e vou morrer fazendo. Eu nem me acho parecido com ele fisicamente, como dizem algumas pessoas, mas acho que esta intensa relação e a paixão pela arte fazem com que eu fique parecido. Talvez o meu olhar tenha a intensidade que teve o dele.

O Estado – Na peça, Timóteo tem a angústia de querer atribuir sentido a sua vida através da arte de Van Gogh. Já Van Gogh tem a angústia de querer colocar para fora todos seus sentimentos e fazer arte com isso. Você se sente alguma destas angústias?
Bruno – Sinto sim e acho que é a minha angústia mistura as que os dois sentem. Tenho um pouco de Van Gogh, do amor incondicional e entrega dele para a arte e no caso do Timóteo, de tentar descobrir quem ele é. O Timóteo usou da arte do Van Gogh para fazer sua própria arte.

O Estado – Como você compôs o personagem do Van Gogh, já que não se tem muita informação sobre trejeitos dele, como jeito de andar e etc?
Bruno – É, não existem muitas coisas dizendo sobre como ele agia e eu fiz isto intuitivamente, com base no resultado artístico dos quadros dele e sobre o que se tem escrito sobre suas posturas com o mundo. Essa coisa do andar errante dele, sempre nervoso, o modo como pintava, com pinceladas fortes, é assim que eu imagino que seja. Outra coisa que eu sempre gostei foram as famosas botas de Van Gogh, que eram estranhas e grandes, uma característica só dele. E por isso que a peça chama-se “Um Certo Van Gogh”, porque este é o meu Van Gogh, a minha visão sobre ele.

Fonte: Depois das Onze

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O velho mestre hoje em dia

O fato de Van Gogh ter tido seu talento reconhecido apenas depois de sua morte foi determinante para que as idéias cruzadas em “Um certo Van Gogh” se alinhavassem. Na linha de frente da montagem, o ator Bruno Gagliasso agregou ao trabalho suas inquietações sobre a trajetória artística do pintor. Daí, a dramaturgia rubricada por Daniela Pereira de Carvalho fugir do viés biográfico e procurar estabelecer conexões de Van Gogh com a atualidade.


A leitura do gênio holandês é feita a partir da contemporaneidade. João Fonseca e companhia orientam o espetáculo como que a procurar realçar o impacto de Van Gogh no pensamento da arte em tempo presente. A realização da peça já comprova tal influência. Sinônimo de idealismo e inventividade, Van Gogh é uma referência a ser explorada.

“O que a gente quer é apresentar um olhar sobre os sentimentos do Van Gogh, não sobre sua vida. Eu sentia uma necessidade de falar mais sobre o Van Gogh artista, que sobre sua vida... Essa coisa de ter sido internado todo mundo sabe. A dimensão artística do Van Gogh me impressiona muito. Ao mesmo tempo em que ele é tido como um paradigma na história da arte, é um cara que só vendeu um único quadro durante a vida. Um certo Van Gogh é um projeto de vida, não só um trabalho”, resume Bruno Gagliasso